AS NOSSAS CAUSAS

E o povo, pá?

O povo também quer ferraris, o povo também quer mazerattis, e lamborghinis, e estofos em pele e manetes das mudanças em marfim...


escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [47] LIBERDADE RELIGIOSA

A Suiça referenda hoje a proibição dos minaretes. Isto é, referenda a (proibição da) liberdade religiosa
[porque "em causa não está a proibição de símbolos religiosos no espaço público ou a interdição de torres altas. Apenas e só a das torres das mesquitas a partir das quais os muçulmanos são tradicionalmente chamados à oração - chamamento que não se ouve fora dos muros das mesquitas suíças nem na maioria dos países europeus, incluindo Portugal"].
minareteEu, que sou contra a existência de uma disciplina de religião e moral nas escolas públicas, seja qual for a confissão religiosa, contra a presença de símbolos religiosos nos espaços do Estado, seja qual for a confissão religiosa, contra a proibição do uso por particulares da burca e de vestimentas quejandas, contra os relógios que nas noites das aldeias rasgam o silêncio nos altifalantes das torres das igrejas, seja qual for a confissão religiosa... -- sou contra os referendos que invadam o terreno da liberdade religiosa exercida nos seus domínios, seja qual for a confissão religiosa.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 65. MADRID REVISITED

Não sei talvez nestes cinquenta versos eu consiga o meu propósito
dar nessa forma objectiva e até mesmo impessoal em mim habitual
a externa ordenação desta cidade onde regresso
Chove sobre estas ruas desolada e espessa como esmiuçada chuva
a tua ausência líquida molhada e por gotículas multiplicada
0 céu entristeceu há uma solidão e uma cor cinzentas
nesta cidade há meses capital do sol núcleo da claridade
É outra esta cidade esta cidade é hoje a tua ausência
uma imensa ausência onde as casas divergiram em diversas ruas
agora tão diversas que uma tal diversidade faz
desta minha cidade outra cidade
A tua ausência são de preferência alguns lugares determinados
como correos ou café gijón certos domingos como este
para os demais normais só para nós secretamente rituais
se neutros para os outros neutros mesmo para mim
antes de em ti herdar particular significado
A tua ausência pesa nestes loca sacra um por um
os quais mais importantes que lugares em si
são simples sítios que em função de ti somente conheci
e agora se erguem pedra a pedra como monumento da ausência
Não vejo aqui o núcleo geográfico administrativo de um país
capital de edifícios centro donde emanam decisões
complexo de museus bancos jardins vida profissional turismo
que um dia conheci e não conheço mais
Aqui só há o facto de eu saber que fui feliz
e hoje tanto o sei que sei que sê-lo o não serei jamais
É esta a capital mas capital não de um certo país
capital do teu rosto e dos teus olhos a nenhuns outros iguais
ou de um país profundo e próprio como tu
Madrid é eu saber pedra por pedra e passo a passo como te perdi
é uma cidade alheia sendo minha
é uma coisa estranha e conhecida
Abro a janela sobre o largo e o teatro onde estivemos
e onde na desdémona que vi te vi a ti
Não é chuva afinal que cai só cai a tua ausência
chuva bem mais real e pluvial que se chovesse
Mais do que esta cidade é só certa cidade que jamais houvesse
numa medida tal que apenas lá profundamente eu fosse
e nela só a minha dor como uma pedra condensada
de pé deitada ou de qualquer forma coubesse
uma cidade alta como as coisas que perdi
e eu logo perdi apenas conheci
pois mais que a ela conheci-te a ti
Foi de uma altura assim que eu caí
superior à própria torre desse hotel
por muitos suicidas escolhida para fim de vida
Não é esta cidade essa cidade onde vivi
onde fui ao cinema e trabalhei e passeei
e na chama do corpo próprio a mim sem compaixão me consumi
Aqui foi a cidade onde eu te conheci
e logo ao conhecer-te mais que nunca te perdi
Deve haver quase um ano mais que ao ver-te vi
que ao ver-te te não vi e te perdi ao ter-te
Mas a esta cidade muitos dão o nome de madrid
[Ruy Belo]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEOS DA SEXTA 40. planeta 51

Planeta 51 mostra habitantes do Planeta aterrorizados pelo medo de um ataque alienígena.

Realização: Jorge Blanco, Javier Abad e Marcos Martinez.
País: Espanha/Reino Unido
Estreia: 03/12/2009



escrito por Adriana Santos

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poesia para dANÇAR

VIDAS ESQUECIDAS

..........As casas plantadas na paisagem
Olham-me com seus olhos cegos,
De monstros de mil rochedos


Houve um tempo em que as casas
Serviam as pessoas.
Agora servem os medos



..........E eu, de pés de lã revestida
.................À espera do milagre!

escrito por Gabriela Correia, Faro

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na rede [30] TECNOLOGIA EDUCACIONAL

Quem gosta de associar a educação com a tecnologia não há-de dar por desperdiçado o tempo que perder no blogue Tecnologia Educacional. Digo eu...

escrito por ai.valhamedeus

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UM MÊS?!

Lê-se hoje em tudo o que é sítio de leitura
[até no Ai Jesus!, como se prova neste texto]
que esta segunda versão do governo pê-èsse fez um mês. Um mês de um mero Governo remodelado, e para pior! O mês da Face Oculta,
[com o presidente do Conselho indevidamente e injustamente, como se sabe e uma vez mais, associado a coisas da corrupção];
do segundo orçamento do reinado de Sócrates, indevidamente
[pela maldizente oposição]
chamado de rectificativo
[em científico rigor económico-financeiro, redistributivo];
dum desemprego com números nunca vistos -- como se sabe, por causa da crise...

... e fico por aqui. Sobre o passado mês, diga o leitor o resto...

O futuro vive da esperança na continuação de alguns restos do passado breve. Espera-se que o PSD continue a depositar nas mãos do governo pê-èsse
[estará tudo muito bem entregue, como se sabe]
a resolução dos problemas -- como já entregou a avaliação dos professores e a questão dos campos electromagnéticos das linhas de alta tensão; que o pê-èsse continue a namorar o psd, como namorou em ambas as questões aqui referidas; que as manifestações que ameaçam recomeçar, depois de os reformados se manifestarem, não recomecem mesmo, para bem da economia do país
[que toda a gente sabe o que é];
que o país
[seja lá isso o que for]
continue a acreditar, com o apoio dos jornalistas
[e de alguns sindicatos],
que a avaliação dos professores foi revista para apaziguar os ânimos destes profissionais
[quero dizer, destes malandros];
que cada vez mais cidadãos anónimos gritem que a divisão na carreira dos professores caiu mesmo -- e com ela, "o último grande obstáculo a um entendimento com os sindicatos"
[e que, portanto, se espera que finalmente os professores sosseguem e deixem o bloco central governar sossegadamente]...
...e que o Altíssimo, acima de nós, nos proteja!

escrito por ai.valhamedeus

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FOTOS DISPONÍVEIS

Arquivo fotgráfico da agência lusa
O arquivo fotográfico da Agência Lusa está acessível a todos: da cerimónia de adesão de Portugal à CEE a um Cristiano Ronaldo quando ainda era apenas um miúdo nas camadas jovens do Sporting. A partir de agora estes e muitos outros momentos da história vão estar à distância de um clique.

Estão todas aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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E AGORA, MÁRIO?

Quando Roberto Carneiro foi nomeado ministro da Educação, a Fenprof transpirou optimismo

[estão por aí os documentos para comprovar que, segundo aquela federação, finalmente tínhamos um ministro que...].
Eu era, na altura, delegado sindical -- e em muitas reuniões tive que estar no contra: contra as alegações dos dirigentes sindicais de que devíamos dar ao novo ministro/governo o benefício da dúvida. O desenrolar dos acontecimentos, porém, viria a provar que eu tinha razão quando defendia que do poder não vem nada de mão beijada.

Mário NogueiraContinuo a defender que do poder não vem nada de mão beijada
[até de mão muito sofrida sabe Deus...].
[em particular aos da Fenprof, porque da FNE continuo a não esperar o melhor]
quando anunciavam esperanças em relação a este "novo" governo e a esta "nova" ministra da Educação.

Queira Deus que me engane, mas parece-me que mais uma vez se confirma a minha teoria. O Ministério anuncia o fim dos titulares, mas esse fim, em si, nem é bom nem é mau
[antes pelo contrário].
A existência de titulares, em si, nunca foi problema. Nem sequer para o governo
[há titulares que ganham menos do que os não titulares -- e o ganhar mais ou ganhar menos é que é questão para o governo].
O fim dos titulares
[que a FNE saúda com tanto júbilo]
não garante uma carreira única
[ao contrário do que a FNE anuncia acreditar].
Limitar o acesso a 3 escalões na carreira, como se pretende, é bem mais "penoso" do que a divisão entre titulares e não titulares; a existência de quotas, que se mantém, é que é importante, como critério de efectiva divisão.

Morrer em cadeira eléctrica ou guilhotinado, poderá fazer diferença no que se refere ao grau de sofrimento -- mas não faz em relação ao ponto principal: a morte. Que a FNE se sinta satisfeita, não me admira. Olho é o sorriso de Mário Nogueira, que me parece ensombrado; espero pelo momento de ele murchar definitivamente -- haveremos, então, de lhe perguntar: e agora, Mário?

escrito por ai.valhamedeus

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A FALTA DE CLASSE

A falta de classe

Por Santana Castilho

Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível é agora aceite em nome do pragmatismo
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Perdoem hoje o estilo. A prosa sairá desarticulada, quais dardos soltos. Este artigo é, conscientemente, feito de frases curtas. Cada leitor, se quiser, desenvolverá as que escolher. Meu objectivo? Manter a sanidade mental. Escorar a coluna vertebral. Resistir. Este artigo é também uma reconfirmação de alistamento na ala dos que não trocam os princípios de uma luta pelo pragmatismo de um lance. Porque amo a verdade e a dignidade profissional como os recém-chegados ao mundo amam o bater do coração das mães. Porque não esqueço os que nenhum lance poderá já compensar. Porque com a partida prematura deles perderam-se pedaços da Escola que defendo. Porque pensar em todos é a melhor forma de pensar em cada um.

A avaliação do desempenho é algo distinto da classificação do desempenho. A avaliação do desempenho visa melhorar o desempenho. A classificação do desempenho visa seriar os profissionais. Burocratas que morreram aos 30 mas só serão enterrados aos 70 tornaram maior uma coisa menor. Quiseram reduzir realidades díspares à unicidade de fichas imbecis. Tiveram a veleidade kafkiana de particularizar em 150.000 interpretações individuais os objectivos de uma organização comum a todos. Convenceram a populaça de que se mede o intangível da mesma forma que se pesam caras de bacalhau. Chefiou-os uma ministra carrancuda, que teve o mérito de unir a classe. Chefia-os agora uma ministra sorridente, que já se pode orgulhar de dividir a classe. Porque, afinal, custa, mas não há classe. Há jogos! De cintura. De bastidores. De vários interesses. Parlamentares, sindicalistas, carreiristas e pragmatistas ajudaram à Babel. Da sua verve jorra a água morna de Laudicéia, a que dá vómitos.

Alçada derreteu o implacável Mário Nogueira que, em socorro da inexperiência da ministra, veio, magnânime, desculpar-lhe as gafes. E, cristãmente, entendeu agora, de jeito caridoso, que não seja suspenso o primeiro ciclo avaliativo. Esqueceu duas coisas: o que reclamou antes e que ciclos avaliativos são falácias de anterior ministra. Ciclos avaliativos, Simplex I, Simplex II e o último expediente (no caso, um comunicado à imprensa, pasme-se) para dizer às escolas que não prossigam com o que a lei estabelece são curiosos comandos administrativos. Uma lei má, iníqua, de resultados pedagogicamente criminosos, devia ter morrido às mãos do Parlamento. Por imperativo da decência, por precaução dos lesados, por imposição das promessas de todos. Quanto à remoção das mágoas, meu caro Mário Nogueira, absolutamente de acordo. Depois de responsabilizar os que magoaram. Depois de perguntar aos magoados se perdoam. Por mim, cuja lei foi sempre estar contra leis injustas, a simples caridade cristã não remove mágoas. Não sei perdoar assim, certamente por falta de céu.

Agora, porque sou amigo de Platão mas mais amigo da verdade, duas linhas para Aguiar-Branco. Gostei de o ouvir dizer, a meu lado e a seu convite, que a avaliação do desempenho era para suspender. Mas não justifique a capitulação com a semântica. Poupe-me à semântica, porque a semântica não o salva. Enterra-o. Suspender é interromper algo, temporária ou definitivamente. É proibir algo durante algum tempo ou indefinidamente. Substituir é colocar algo em lugar de. Não só não tinha como não terá seja o que for, em 30 dias, para colocar em lugar de. Sabe disso. Bem diferente, semanticamente. Mas ainda mais importante nos resultados. O Bloco Central reanimou-se nas catacumbas e o PS agradeceu ao PSD o salvar da face. Mas os professores voltaram a afastar-se do PSD, apesar do arrependimento patético de Pedro Duarte. E, assim, o PSD falha a vida!

Um olhar aos despojos. Reverbera-se a falta de capacidade de muitos avaliadores para avaliar, mas homologam-se os "Muito Bom" e "Excelente", que significam mais 1 ou 2 pontos em concurso. Os direitos mal adquiridos de alguns valeram mais que os direitos bem adquiridos de muitos (como resolverão, a propósito, os direitos adquiridos dos "titulares" que, dizem, vão extinguir?). Porque toca a todos, muitos "titulares" que não tinham vagas de "titulares" em escolas que preferiam, foram ultrapassados em concurso por outros de menor graduação profissional, que agora lá estão, em almejados lugares de quadro. Ao mérito, há muito cilindrado, junta-se uma palhaçada final, em nome do pragmatismo. Muitos dos que foram calcados recordam agora que negociar é ceder. Mas esquecem que os princípios e a dignidade são inegociáveis, sendo isso que está em jogo. Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível, que não lhes foi aplicado ao longo de um processo, é agora aceite, em nome do pragmatismo, para não humilhar, uma vez, quem os humilhou anos seguidos.

Sócrates, que se disse animal feroz, vai despindo a pele. Mas não nos esqueçamos da resposta de um dos sete sábios da Grécia, quando interrogado sobre o mais perigoso dos animais ferozes. Respondeu assim: dos bravos, o tirano. Dos mansos, o adulador.

Vão seguir-se meses de negociações sobre o estatuto. O défice, que levou à divisão da carreira e às quotas, agravou-se. Se a desilusão for do tamanho da ilusão, tranquilizem-se porque a Fenprof ficará de fora, como convém, e a Fne poderá assinar um acordo com o Ministério da Educação, como não seria a primeira vez. Voltaremos então ao princípio. O que é importante continuará à espera. Mas guardaremos boas recordações de duas marchas nunca vistas.
leitura proposta por Jerónimo Costa

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CONSULTÓRIO SENTIMENT[e]AL -8- ainda as wiki

Leitora:

Como curiosidade, verifico que no sítio na web da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu já está novamente o serviço wiki, que gerou aqui tanta polémica.

Ainda faço muita confusão entre uma wiki e um blogue. Poderiam explicar-me a diferença?


[Emília Navarra, leitora de Almada]

Resposta do Ai meu Deus:

Uma wiki é
um conjunto de páginas da Web que podem ser editadas por qualquer um
[aqui, editar significa modificar uma página já existente e/ou criar uma nova].
Qualquer um significa qualquer um que obedeça a determinadas regras
[por exemplo, estar registado na wiki].
A edição também se faz segundo regras, definidas para cada wiki.

As diferenças entre uma wiki e um blogue podem apreciar-se comparando, por exemplo, a famosa wikipédia com o, igualmente famoso, Ai Jesus!. A primeira é um exemplo de wiki; o segundo, de blogue.

Um blogue também é um conjunto de páginas, como a wiki, mas constituídas por pequenas entradas
[os posts; em princípio, pequenos textos],
apresentadas habitualmente sob a forma de uma lista com as entradas mais recentes em primeiro lugar. Nessas entradas, que podem incluir comentários, a comunicação, através da escrita, faz-se de um
[quem escreve: neste momento, eu; posteriormente, o eventual comentador deste meu texto]
para muitos
[os que lêem os posts ou comentários].
Numa wiki, a comunicação faz-se de muitos
[os vários editores das páginas: as páginas são o resultado de várias edições, por várias pessoas]
para muitos
[os leitores das páginas].
Para entender melhor, faça o seguinte exercício: pesquise na wikipédia a expressão ai jesus; verifique que, na sequência, aquela enciclopédia lhe dá a possibilidade de "criar a página com o título "Ai jesus"", que não existe, ainda que lhe peça que "verifique se há alguma página sobre esse assunto com outro nome"
[quase me atrevia a colocar na wikipédia um "verbete" sobre o blogue que neste momento está a ler. Não o faço, porque muito provavelmente os moderadores da wikipédia entenderiam não ter este blogue categoria suficiente para fazer parte dos conteúdos de uma enciclopédia -- por ignorância, é claro, mas...].
Experimente agora pesquisar wikipédia no Ai Jesus!: constatará que, independentemente dos resultados que obtiver, não lhe será dada a oportunidade de criar qualquer entrada no blogue.

escrito por ai.valhamedeus

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destaques [60] sartre, o próprio

Sartre par lui-même
Seuil | 1955 | ISBN NA | 197 Pages

[Está aqui ou aqui]

Au cours de six heures d'entretiens, le philosophe Jean-Paul Sartre a accepté de répondre à toutes les questions concernant sa vie, son oeuvre et ses itinéraires intellectuel et politique.

escrito por ai.valhamedeus

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O ESTRANHO CASO DE ARMANDO VARA

Começo por uma muito simples declaração de interesse: não mantenho qualquer conluio nem, tão-pouco, estou mancomunado com Manuel António Pina. Enquanto ele escolheu para título da sua crónica de hoje, no JN, A Máquina do Tempo
[está aqui],
e terá as suas fundadas razões, eu, mais prosaicamente, mantendo-me embora em terreno cinéfilo, opto pelo [O] Estranho Caso de Armando Vara. Sei que o realizador lhe chamou benjamim e lhe pespegou Button no apelido, mas, se David Fincher trabalhasse no rectângulo haveria de comover-se com o Armando e não o deixaria sem Vara. Se olharmos para a trama ficcional: alguém que ao invés de envelhecer com o passar do tempo, rejuvenesce, vive, por certo, numa realidade outra que nos permite perceber melhor a inocência do homem do BCP, acusado de embelezar o currículo
[na página do banco]
com uma pós-graduação no ISCTE
[tinha que ser o ISCTE!],
obtida um ano antes de se ter graduado na afamada UIndependente. Ora, rejuvenescendo ao invés de envelhecer, virá sempre primeiro a pós-graduação e só depois a graduação e é nessa perspectiva, às avessas, que o assunto deve ser tratado e o Armando ilibado. Mesmo o pormenor da frase, em português escorreito, com que se suspende:
Suspenção e não renuncia porque tal poderia ser entendida com assumpção de culpa
pode bem ser o resultado de uma pontinha de Alzheimer, sintomas que, ainda há relativamente pouco tempo, atacaram Dias Loureiro que, se rejuvenescer, também há-de recuperar a memória. Por este andar quem terá poucas melhoras seremos nós, mesmo se os filmes nos divertem. Haja paciência.

escrito por Jerónimo Costa

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A REPÚBLICA

PS(D) quadrilha

A propósito das alternâncias entre regeneradores e progressistas, no princípio do século XX, João Chagas afirmou
em Portugal não há dois partidos, mas uma quadrilha só, dividida em dois bandos”.
Cem anos depois, claro que não há qualquer semelhança com o que se passava em Portugal. Portugal modernizou-se, entrou pela Europa a toda a força, os crimes económicos cessaram, o desenvolvimento aí está impante, a corrupção foi erradicada e o país respira confiança.

Ah!... e a quadrilha dos dois partidos desapareceu.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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SÓCRATES E O PORTUGAL MODERNO

Todos nós vimos

(como poderíamos não os ver)
os múltiplos cartazes de propaganda eleitoral pagos com os nossos impostos, atafulhando o nosso horizonte visual, próximo e mais longínquo, conforme o tamanho do cartaz. Com palavras de ordem absolutamente vazias de sentido e pejadas de sonoridade. Breves, muito breves mensagens, como deve ser a mensagem do marketing e da publicidade, cada vez a parecer-se mais com a propaganda política, ou vice-versa. O que conta é a imagem. A imagem do líder, com mulheres a rodearem-no, em pano de fundo. Tão esbatida a imagem delas
(será esse o papel que se lhes atribui no pano de fundo das nossas mentes?)
que só um espírito sagaz e muito observador e de visão aguda reparava nas mulheres, e apenas quando se aproximava do cartaz.

Pois bem, a frase, ou antes, o slogan “Avançar Portugal” tem-me dado voltas ao miolo, e cheguei à conclusão de que o Engenheiro José Sócrates queria, e quer, que nos modernizemos e sigamos a Europa, como os lídimos líderes parecem seguir o mesmo alfaiate. A aliteração é propositada.

Porém, não é com decretos ou com voluntarismo que as ideias se põem em prática. Isso pode resultar numa empresa, mas não resulta em pessoas quando se trata de mudar mentalidades ou comportamentos. Tudo isso se constrói a par e passo; e não é com a destruição de toda uma classe, e com a desvalorização da Escola!

Mas já temos uma leve mudança, a qual todos os dias me faz querer continuar. Continuar a avançar, claro. Portugal está a ficar moderno; aqui vão exemplos dessa modernidade: a linguagem brejeira de um jovem, que de telemóvel em punho gritou ao cruzar-se comigo: estou aqui, c…! A decência não me permite ir mais além. Estaria a falar com quem? Ou ainda o pedido de um jovem do 11º Ano à professora, em plena aula e em tom muito sonoro: Professora, posso ir lá fora “c, á, guê, á, erre? Foi assim mesmo que a colega de 55 anos me relatou o sucedido, em tom muito baixo, de vergonha e impotência. Ou a conversa ininterrupta e diária, mesmo quando chove, dum grupo de jovens junto às janelas de moradores de prédios contíguos ao ponto de encontro dos mesmos, até altas horas, perturbando o sono de quem quer descansar, apesar da abundância de leis existentes no nosso país sobre o tema! Não é só o tom que incomoda, o conteúdo é inenarrável, tanto no vocabulário como nos temas abordados. E garanto-vos que, enquanto estendo roupa, sou obrigada, literalmente, a ouvir as conversas. Posso asseverar que as meninas a quem se referem são tratadas do modo mais rasteiro, que me confrange a alma e me arrasa os ouvidos.

E que dizer de uma adulta com dois filhos, um no carrinho de bebé, aos gritos, a outra de uns 4 anos, a fumar e a deitar, imperturbável, o fumo para a mesa da velhota que lhe pediu delicadamente para mudar o cigarro de mão: estou ao ar livre! Já me ia embora, mas agora já não vou, disparou desafiadora. E sentou-se. A velhota encolheu-se e olhou-me em busca de um olhar solidário. Foi tudo quanto conseguiu de mim. Eu cá não quero brigas nem confrontos verbais com gente desta. Mas senti-me mal. Eu que levei uma sova monumental do meu pai aos 19 anos por defender a causa da minha irmã. Que nem me dizia respeito. A causa, claro.


Hoje, numa esplanada, que desejo me sirva de oásis para as minhas leituras, com música de fundo celestial para os meus gostos musicais, com jovens empregados educadíssimos e solícitos, sem serem subservientes, reparo num buraco enorme na parede do dito café. Ante a minha estupefacção, o empregado elucidou-me com um sorriso indulgente
(ou seria de impotência?):
foi feito aos pontapés… E olhem que a parede é de ardósia! Fina, embora, mas de ardósia. Hélas, receio bem que esteja a ser esburgada do meu lugar de eleição, recentemente descoberto, para as minhas leituras e escrita.


Para se avançar é também necessário que o exemplo venha de cima. E todos os dias esse exemplo é esclarecedor, repleto de mixurunfadas inexplicáveis. Para mais esclarecimentos sobre vários assuntos do Portugal moderno, e não só, leiam o extenso artigo de Vitorino Magalhães Godinho intitulado “A Grande Ilusão”.

Do testemunho de Nuno Crato, no último JL, retiro o que se segue:
Aprendi a detestar o politicamente correcto… Comecei a perceber que o desboto se alastrava à educação, que o romantismo rousseaneano (sic) condenava as crianças à ignorância. Quando cheguei, (vindo da América -- esclarecimento meu), imperava o chamado método global de leitura – o meu filho ainda o sofreu (já agora, a minha filha também). Dez anos depois, estava em retrocesso e percebiam-se de novo as virtudes do método fónico. (Decrete-se, e os professores que fizeram formação sobre as virtudes do método global que se desenformem).
E muito mais à frente:
Continuo a pensar que é bom saber -- para além do saber utilitário -- (onde é que eu já escrevi, ou disse isto…) e que devemos transmitir aos mais novos o gosto desprendido pelo conhecimento. …
Ai, ai, não sei quem é mais romântico, se o Rousseau, se ele!

escrito por Gabriela Correia, Faro

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A DESTRUIÇÃO DAS ESCUTAS

A voz do direito - TSF

Em comentário ao texto Isto passou das marcas, diz o outro, jcosta sugere a audição da voz autorizada do Juiz Rui Rangel, sobre as escutas. A crónica referida pode ser ouvida aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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RECEBIDO POR EMAIL -109- emprego

Transmito como recebi:

Pediram-me que tentasse saber se conhecia professores interessados em leccionar, no próximo ano lectivo, na Escola Portuguesa de Díli, em Timor Leste.

São precisos:
  • 3 educadoras;
  • 2 de Português/Inglês;
  • 1 de Físico-Química;
  • 1 de Biologia;
  • 1 de Filosofia.
Contactar: Professor Rui Menezes (969 038 293)

escrito por ai.valhamedeus

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de faxina - 13. socialmeter

Quer ter uma ideia da popularidade social do seu sítio na web ou blogue? Use o socialmeter.

http://www.socialmeter.com/ e introduza o link do sítio que quer medir.

http://aijesus.blogspot.comFiz isso com o Ai Jesus! -- e,
[considerando a classificação global de 31 e a presença apenas no Google Links. Mas , consolo-me, até o publico.pt só tem presença aí...]
não se pode concluir que a sua popularidade social seja por aí além... Falo só de popularidade social...

Como se altera/melhora esta situação
[tratando-se de uma empresa, esta questão assume particular importância]?
Criando ligações sociais (virtuais)...

escrito por ai.valhamedeus

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AS NOSSAS CAUSAS

ONE HUNDREDTH OF A SECOND


escrito por ai.valhamedeus

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